Após oito anos em tramitação, o Projeto de Lei (PL) 7.495, que
estabelece o piso salarial dos agentes comunitários de saúde em R$
1.014,00, foi aprovado na Câmara dos Deputados. Agora o texto segue para
o Senado. A votação aconteceu esta semana na Câmara, com galerias
lotadas de agentes da saúde. O PSOL compartilha desta vitória da
categoria, que com garra, persistência e fibra pressionou pela sua
aprovação.
O líder do partido, deputado Ivan Valente, destacou a capacidade de
mobilização dos agentes de saúde e os sacrifícios feitos pelos agentes
que toda semana, em grupos, estiveram na Câmara. “Foram dezenas de
viagens do Brasil, aqui; foram semanas e semanas, meses de adiamento e
de sacrifícios de uma categoria que não tem recursos”, destacou. “Nós
damos o primeiro passo a favor da saúde pública”.
Em seu discurso, Ivan Valente ressaltou erros do governo federal e do
Congresso Nacional, que ao quererem cortar gastos têm no setor da saúde
um dos primeiros. Por outro lado, o mesmo Legislativo anistia multas de
operadoras de planos de saúde em valores que podem chegar a R$ 3
bilhões – o PSOL realiza uma campanha pela internet para que a
presidente Dilma Roussef vete este artigo contido na Medida Provisória
627.
O deputado Ivan Valente criticou ainda o fato do governo federal
destinar 42% do orçamento federal para pagamento de juros e amortizações
da dívida pública e defendeu as 30 horas semanais para os trabalhadores
da enfermagem (PL 2.295/2000) e a instituição da assistência
farmacêutica integral (PL 4.385/1994).
Orçamento impositivo
A Câmara aprovou em primeiro turno a Proposta de Emenda à Constituição
(PEC) 358/2013, a chamada PEC do orçamento impositivo, que obriga a
execução das emendas individuais ao orçamento da União até o limite de
1,2% da receita corrente líquida realizada no ano anterior.
Para o deputado Ivan Valente, o que foi aprovada é a emenda impositiva. “Orçamento
impositivo é todo o Orçamento. Emenda impositiva é 1,2% da receita
líquida de impostos. E o pior: não é 1,2%. Nós ainda temos os restos a
pagar: 0,6%, que será perene. E mais ainda: se houver contingenciamento,
nós também seremos contingenciados”.
Ele destacou que o ponto positivo da PEC é o fato do governo federal
não ter mais a moeda de barganha com o Congresso Nacional. “O governo
não pode mais fazer chantagens com os deputados”. A PEC tem que ser
votada em segundo turno, para depois ser analisada no Senado.
PEC dos Cartórios
Antes da votação da PEC do orçamento impositivo, o PSOL travou a batalha
para retirar da pauta a PEC 471/2005, que torna titulares os
substitutos ou responsáveis por cartórios de notas ou de registro, sem
concurso público.
O PSOL propôs a inversão da pauta para que fosse analisada primeiro a
PEC do orçamento – que constava como segundo item. O requerimento do
PSOL foi aprovado por 252 votos a 105. Depois, a PEC dos cartórios
acabou não sendo apreciada.
“Nós estamos falando aqui de algo muito sério, que está na
Constituição de 1988: o ingresso na atividade notarial e de registros
depende de concurso público de provas e títulos, não se permitindo que
qualquer serventia fique vaga sem abertura de concurso e provimento ou
remoção”, afirmou Ivan Valente. “Essa é uma das atividades mais
lucrativas, inócuas e que mostram, de alguma forma, o nosso atraso
absoluto, cartorial — é assim que se chama —, de famílias, de pai para
filho, que alguém quer perpetuar, por amizade, aqui nesta Casa”.
Lei das biografias
A Câmara aprovou também o Projeto de Lei 393/2011, que permite a
publicação de biografias de personalidades públicas sem necessidade de
autorização do biografado ou de seus descendentes. A matéria altera o
Código Civil (Lei 10.406/2002) e será votada ainda pelo Senado.
De acordo com o deputado Chico Alencar, o projeto trata da liberdade
artística e intelectual de criação. “Um grande escritor, que sofreu a
censura do regime de arbítrio na sua República Oriental do Uruguai,
durante muitos anos em outras ditaduras da América Latina, chamado
Eduardo Galeano, diz que somos o que fazem de nós e, sobretudo, somos o
que fazemos para mudar o que fizeram de nós”.
Para o deputado, ao garantir a quem pesquisa e escreve a publicação
de seu trabalho garante-se o direito de abordar a vida de figuras
públicas, seja do mundo da política ou das artes. Ele ressaltou que o
gênero literário da biografia é extremamente atraente e que obras
medíocres, feitas com precariedade, carregadas no sensacionalismo e em
inverdades não prosperam.
Da Liderança do PSOL, Mariane Andrade
Seja muito bem vindo ao PSOL 50 GUAREÍ, é um prazer para nós Socialistas receber sua visita nos trazendo idéias e comentários para que possamos dar melhores condições a população!!!
|
|
Envie suas sugestões, perguntas elogios ou reclamações para mario_conceicao@yahoo.com.br, que teremos o maior prazer em te responder. Pressione Ctrl+D e nos adicione em seus favoritos.
Lembre-se, a verdadeira mudança só o PSOL pode trazer!
Lembre-se, a verdadeira mudança só o PSOL pode trazer!
Ninguem liberta ninguem,
ninguem se liberta sozinho,
os homens se libertam em comunhão!
Paulo Freire
ninguem se liberta sozinho,
os homens se libertam em comunhão!
Paulo Freire
sábado, 10 de maio de 2014
Com apoio do PSOL, Câmara aprova piso salarial dos agentes comunitários de saúde
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário